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» Publicado em 30|07|10
Artigo
Eduardo Lyra
Por um debate inclusivo
Vivemos um período eleitoral, onde candidatos à Presidência devem apresentar propostas para o progresso do Brasil. Atualmente, o debate está vazio, pois o que vemos é José Serra e seu vice Índio da Costa acusarem o PT de ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs), e Dilma se defender, ao invés de apresentarem projetos de transformação.

É importante que neste momento, cada jovem assuma o papel de cidadão comprometido com o seu País e avalie o discurso dos candidatos antes de decidir em quem votar. Tenho feito isso, no entanto, ouço pouquíssimo algum postulante apresentar programas para a juventude.
É obvio que tivemos avanços. Nos últimos sete anos, mais de 600 mil estudantes de baixa renda tiveram acesso ao Prouni. O Reuni dobrou o número de vagas nas universidades federais. O Projovem ajudou milhares de adolescentes com bolsas remuneradas para o retorno à escola.
Contudo, o jovem quer mais. Quer que a juventude seja inserida no projeto de nação, como agente estratégico, para o crescimento do Brasil. Quer também que a distância entre a periferia e os grandes centros seja reduzida, por meio de aparelhos públicos de qualidade, que ofertem educação, esporte e cultura.
O jovem proclama por um ensino brasileiro que prepare mentes inventivas. Que transforme o jovem da favela em um grande profissional. O jovem quer mais facilidades econômicas para ingressar na faculdade. Quer que as portas do primeiro emprego não fiquem eternamente emperradas. Ele quer ser visto como uma possibilidade, como uma promessa para a nação.
O jovem não quer ouvir José Serra falar apenas da saúde pública ou da autonomia do Banco Central, nem Dilma Rousselff discursar somente sobre o continuísmo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ou mesmo Marina Silva ressaltar apenas a sustentação do meio ambiente, como mote de governo.
O jovem quer assistir a um debate inclusivo, que acople todas as camadas da sociedade, inclusive a juventude, que é o grande potencial do mundo. O jovem quer uma política que funcione como um catalisador. E que traga para si, tudo quanto estava excluído. A isso chamamos de discurso do futuro.


Eduardo Lyra é estudante de Jornalismo.
Olho vivo
Márcio Siqueira


Pajoan amazonense
Os irmãos Cardoso, donos do aterro da Pajoan, em Itaquá, estão com um novo problema. Além dos prazos esticados, a Justiça de Manaus, no Amazonas, resolveu suspender as atividades do lixão pertencente a eles ali.



Sem licença
A decisão foi tomada com base nas apurações da Ação Civil Pública movida pelo MP Estadual, cujo objetivo é impedir a continuidade das atividades da Central de Energia e Tratamento de Resíduos da Amazônia (Cetram).




Tudo errado - I
A 50ª e 53ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico apuraram, em 2008, denúncias de poluição da água, do solo e terraplanagem para aterro sem licença.




Tudo errado - II
A Vara do Meio Ambiente e Questões Agrárias já havia expedido uma recomendação para que não fossem concedidas licenças à Cetram, mas mesmo assim, existem diversas perícias que constatam a continuidade da atuação irregular com licenciamento.
TRIBUNA LIVRE
Bras Santos


Impugnado
A partir de uma denúncia do presidente da Câmara de Suzano, Israel Sampaio de Lacerda Filho (PTB), a Justiça Eleitoral acolheu pedido de impugnação da candidatura do deputado estadual José Candido (PT), pai do prefeito de Suzano, Marcelo Candido (PT).



Pacote
José Candido não retornou contato da coluna para comentar a situação. O deputado entra para a lista de outros impugnados.



De mudança
Comenta-se nos bastidores políticos de Ferraz de Vasconcelos e de Poá que um importante assessor do prefeito Jorge Abissamra (PSB) estaria desembarcando no governo do prefeito poaense, Francisco Pereira de Sousa (PDT), o Testinha.


Estratégia
O advogado Gustavo Ferreira garante que a partir da próxima semana recorrerá ao Poder Judiciário para forçar a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o governo estadual a fechar o aterro Pajoan, em Itaquaquecetuba.


Cegueira
Ferreira diz que já se esgotaram todos os procedimentos administrativos na Secretaria de Meio Ambiente do Estado que, segundo ele, estaria cega, aos problemas do aterro dos irmãos Carlos e José Cardoso.

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