Resta providenciar sinalização, construir passeio nos trechos urbanos e plantar grama em áreas de deslize
Gastos: Estado investiu R$ 76,4 milhões em recapeamento e na implantação de rotatórias nos principais acessos e faixas adicionais
Natália Ramos
De Suzano
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que as obras de recuperação da rodovia Índio Tibiriçá (SP-31) terão ajustes até novembro, quando será concluída. Os serviços realizados beneficiarão os 20 mil motoristas que trafegam pela via diariamente.
Mesmo com o tempo dispensado para a melhoria da SP-31, as empresas responsáveis pelo trabalho - Egesa Engenharia S.A. e Via Engenharia - ainda devem fazer alguns ajustes em trechos da rodovia, como implantação de sinalização, de passeio nos trechos urbanos, plantio de grama em áreas de deslizamentos. Nesta obra, o governo estadual investiu R$ 76,4 milhões. O valor foi aplicado em toda a extensão, principalmente no recapeamento e na implantação de rotatórias e terceiras faixas.
Apesar da recuperação da rodovia, motoristas se queixam da falta de um semáforo no mesmo trecho onde estava instalada a passarela do centro de Palmeiras. Segundo os condutores entrevistados, os veículos que seguem sentido Suzano são prejudicados na hora de adentrar a pista, pois sem um semáforo, o trânsito dificulta o acesso.
Outra reclamação refere-se aos caminhões que precisam descarregar a carga na Companhia Regional Armazéns Gerais Entrepostos Aduane (Cragea). Enquanto os motoristas aguardam a liberação, os caminhões ficam parados na pista, atrapalhando o fluxo dos veículos. "Os caminhões ficam muito tempo parado ali. Quando me dei conta de que eles ficam ali, dei uma ré e entrei num acesso proibido. Sei que é errado, mas não poderia ficar ali esperando muito tempo", disse o funcionário público Ricardo Galhardo, de 33 anos.
A ausência de faixa de pedestre nos dois sentidos também preocupa a população de Palmeiras. A dona de casa Keli Meire de Sousa, 27, atravessava na manhã de ontem a rodovia empurrando o carrinho do filho caçula de apenas nove meses e segurando a mão do outro menino de quatros anos. "Tem que ter muita coragem para atravessar aqui. A faixa fica muito longe e ai acabo atravessando fora dela".
O cabo Edno da Polícia Rodoviária informou os acidentes já diminuíram. "As ocorrências que atendemos aqui são causadas mais por imprudência do condutor".