Pesquisa rápida
Pesquisa
avançada
Suzano | Precaução
» Publicada em 29|07|10
Lojista investe em segurança
Um ano após assassinato em plena luz do dia na Glicério, nada foi feito. Temor toma conta de comerciantes
Daniel Carvalho
Por conta: Sem ação da prefeitura, jeito é gastar com segurança
Natália Ramos
De Suzano
A promessa do prefeito de Suzano, Marcelo Candido (PT), de beneficiar a cidade com o programa Cidade Digital ainda não foi cumprida e o petista não se manifesta a respeito do assunto. Sem qualquer indício concreto de investimentos, comerciantes do centro tomaram a iniciativa de instalar câmeras internas e contratar seguranças para coibir ações criminosas.

Manifestações a favor de melhorias na segurança da área central de Suzano são frequentes e ganharam visibilidade há um ano, após a morte da operadora de caixa Andréa do Espírito Santo, em 28 de julho de 2009, quando, em sinal de protesto, comerciantes baixaram suas portas e saíram às ruas reivindicando ações que garantissem a segurança da população.
Naquela época, ao se deparar com a repercussão que o caso havia ganhado até em jornais da capital, Candido prometeu que por meio do Cidade Digital mais de 200 pontos da cidade ganhariam câmeras de monitoramento.

Os comerciantes julgam importante a presença das câmeras, pois os assassinos de Andréa só foram encontrados devido às imagens capturadas pelo equipamento interno da loja onde a vítima procurou ajuda e foi executada após perceber que bandidos a perseguiam desde o momento em que saía de uma agência bancária, na rua General Francisco Glicério, um dos locais de maior fluxo de pedestres e motoristas em Suzano.

Uma das pessoas que aderiu às câmeras foi Lilian Cristina Felix, de 27 anos, sócia proprietária de uma loja de roupas. Ela conta que iniciou as vendas em Suzano há três anos e para não ter que sair do ponto comercial comprou o equipamento para garantir sua segurança e a das funcionárias.
Após o assassinato de Andréa em plena luz do dia na Glicério, a empresária concluiu que precisaria investir mais na segurança. Foi quando uniu-se a outras duas lojas vizinhas e juntas contrataram um segurança. "Tivemos que tomar providências. Não dá para esperar ações da prefeitura ou do governo do Estado", disse Lilian.

O empresário Luis Carlos Inanishi, 49, chegou do Japão há três meses para ajudar no comércio da família. De imediato, providenciou a instalação de câmeras na parte interior da bomboniere localizada no centro. "Aqui a possibilidade de que roubem a nossa mercadoria é muito grande. Fico mais seguro com as câmeras", contou.

Há 12 anos à frente de uma papelaria na Glicério, Maurício Takashi aponta que nada foi feito desde 2005, mas ressalta a importância de monitoramento, principalmente no quadrilátero central de Suzano.

Capa do dia













Diário do Alto Tietê Empresa Jornalística e Editora Gráfica Ltda.