Especialistas afirmam que os bandidos estão migrando para o mundo cibernético porque é lá onde o dinheiro está atualmente
Não existe legislação específica sobre crimes na Internet, por isso usuários devem ter cuidado
Leandro Dilon
Da Redação
O mundo virtual pode ser tão perigoso quanto a vida real. Essa é a opinião dos especialistas em segurança na
INTERNET ouvidos pelo DAT sobre um dos temas mais discutidos atualmente: os crimes cibernéticos. Só em 2009 foram mais de 84 mil denúncias sobre crimes de racismo, pornografia infantil, maus tratos contra animais, apologia a crimes contra a vida, entre outros delitos, registrados em todo o Brasil.
Na região, os primeiros casos começam a surgir. "Todos os problemas do mundo real migraram para o mundo virtual. O criminoso está atuando cada vez mais na
INTERNET porque o dinheiro está no computador. Por exemplo, o
INTERNET banking é um dos principais recursos utilizados para pagamento de contas, transferências, tanto por pessoas físicas como pelas empresas", comenta o especialista em análise e gerenciamento de risco na
INTERNET, Denny Roger. Segundo ele, como não existe uma lei específica para a
INTERNET, as pessoas conseguem abrir processos sobre difamação, calúnia, injúria.
Apesar dos perigos, a polícia tem aumentado suas investigações sobre os crimes cibernéticos. No dia 25 de novembro deste ano, a Polícia Federal foi até o Parque Maria Helena, em Suzano, prender o técnico de informática C.J.F., de 48 anos, acusado de participar de uma quadrilha internacional de pedofilia. De acordo com o Ministério Público, as investigações ocorriam há três meses e contaram com interceptação telemática (na qual é possível ter acesso ao tráfego de informações de um computador).
Outro caso, novamente envolvendo pornografia infantil, foi investigado pela Policia Civil em julho. Na época, a Delegacia de Repressão a Crimes Cometidos por Meios Eletrônicos da Deic investigou supostas ações de pedofilia nos arredores do Jardim Dona Benta, em Suzano. Eles estiveram na cidade e descobriram que fotos de cunho sexual, envolvendo crianças e adolescentes, partiam de um sistema clandestino de distribuição de sinal de
INTERNET.