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» Publicada em 09|09|10
Mortalidade infantil cai 3,7%
Guararema foi a cidade que mais diminuiu o quadro de crianças nascidas mortas no Estado de São Paulo
Daniel Carvalho
Nascimento: Números da região acompanham a média estadual registrada no mesmo período
Jamile Santana
Da região
Em cinco anos, o índice de mortalidade infantil nas dez cidades da região caiu 3,7%, segundo o Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Enquanto que em 2005 os municípios registravam, juntos, média de 13,5 óbitos de crianças com menos de um ano para cada mil nascidos vivos, em 2009, o índice baixou para 13. A queda acompanha a estatística do Estado de São Paulo que, em cinco anos, reduziu esse quadro em 6,7%. Apesar da redução, a região teve no período média de 13,7 óbitos, enquanto a média estadual foi de 13 mortes.

Guararema se destaca por reduzir significativamente esses índices. A queda foi a maior registrada em todo o Estado. Em 2005, o índice era de 9,3 óbitos para cada mil nascidos vivos. Nos anos seguintes, o índice subiu para 28,3 óbitos em 2006 (204%), baixou para 17,5 em 2007 (88%) e chegou a 9,5 em 2008. De 2008 a 2009, a queda foi de 46%, passando à taxa atual de 5,1 óbitos.
A secretária de Saúde de Guararema, Adriana Martins de Paula, disse que, em números absolutos, o índice é pequeno. Para se ter ideia, em 2008 foram quatro óbitos, enquanto que, em 2009, foram dois. "Ganhamos um setor materno-infantil no município que ainda não tínhamos. Trabalhamos no acompanhamento precoce das mães o que ajuda a diminuir o índice de mortalidade", explicou.
No município, criou-se um protocolo onde as mães têm a garantia de realizar gratuitamente os exames de acompanhamento da gravidez, transporte de gestantes faltantes aos pré-natais, acompanhamento hospitalar da gestante, além das visitas domiciliares após o nascimento do bebê.
O estudo do Seade, segundo Paula, não detalha os casos evitáveis e não evitáveis. Ela exemplifica o aumento de 204% das taxas de óbitos registrados de 2005 a 2006. Segundo ela, na época sete bebês morreram por pré maturidade extrema ou má formação grave, como no caso do bebê que nasceu sem os rins. "O estudo não mostra se poderia ser evitada ou não. Há casos que não há o que fazer", disse.

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