Transtorno geralmente surge após os 20 anos e atinge homens e mulheres no auge da carreira profissional
Medo: Apesar de crise durar poucos minutos, a sensação é angustiante, segundo especialistas
Larissa Almeida
Da Redação
Agressões sofridas no dia a dia, como pressão, estresse e as responsabilidades profissionais e pessoais, podem desencadear problemas de ordem emocional. Ao reprimir sentimentos, a pessoa pode até desenvolver uma doença bastante comentada hoje em dia: a Síndrome do Pânico.
A síndrome inicia depois dos 20 anos, igualmente entre homens e mulheres, portanto, em sua maioria, entre as pessoas com pânico estão jovens ou adultos, na faixa dos 20 aos 40 anos, que se encontram no auge da vida profissional.
De acordo com a psicóloga Sandra Colaiori, a doença faz parte dos transtornos de ansiedade, que causam reações de mal-estar. Geralmente, quando a pessoa está em crise, pode sentir palpitação, dores no peito, tontura, náusea, dificuldade para respirar, sensação de formigamento nas mãos, calafrios ou ondas de calor, distorção da percepção da realidade, terror e até a sensação de que algo horrível vai acontecer.
Ela explica que, apesar da crise durar poucos minutos, é uma das sensações mais angustiantes ao ser humano: "A pessoa se sente impotente para evitar algo, teme perder o controle e pode sentir medo de morrer, mesmo sem motivo. É uma sensação de morte iminente".
Sandra acrescentou que as próprias crises podem gerar ainda mais temor nas pessoas, já que passam a ter medos irracionais também desses momentos de pânico e tentam evitar que isso ocorra novamente.
A psicóloga conta que certas situações, mesmo simples, ocasionam a doença e ela cita o exemplo de uma paciente que se mostra muito preocupada com o horário rígido de entrada de seu trabalho. "Minha paciente fica extremamente ansiosa, pensando se vai conseguir chegar na hora correta, principalmente porque ela mora longe e a entrada no seu emprego é totalmente controlada. É nítida a pressão sofrida por ela", revela.
Em determinados casos, o tratamento para o transtorno do pânico exige o uso de medicação, mas dentro da psicologia, segundo Sandra, os profissionais estão mais preocupados em trabalhar as emoções dessas pessoas: "Não sou contra remédios, quando eles são necessários devem ser usados conforme a prescrição médica".
A recomendação da especialista é que todos procurem fazer análise, mesmo que não apresentem problemas. Uma vez que a terapia ajuda a trabalhar os aspectos positivos da vida, assim como as emoções.